sexta-feira, 16 de abril de 2010
Era uma vez Abril
Era uma vez Abril...
Era uma vez, uma meia dúzia de capitães,
descontentes
tomaram o governo
mudaram a vida da gente.
Uns ficaram contentes,
outros não:
perderam tudo:
a sua casa, os seus amigos, um país.
_Uma vida de trabalho
para ficar sem nada.
Num ápice
perdi a minha vida
perdi-me,
por já não saber quem era.
Por um Abril,
perdi... perdi... perdi
E quando pensei ter ganho
alguma coisa -a Liberdade,
Ela saiu voando
Não há liberdade, quando não há pão
Não há liberdade, quando não há garantias
na velhice, no emprego e
alegria na cara das pessoas
Por tudo isso, estou de luto por Abril.
Estaria contente, pelo menos pelos outros, se...
Mas hoje estou de luto,
por mim e pelos outros.
Mas porque a vida é feita de contrariedades e compensações (por vezes) existe um motivo para lembrar Abril.
Pois em Abril nasceram três das pessoas que mais amo, no mundo:
A minha mãe, o meu marido e o meu primogénito
16 de Abril de 2010
Era uma vez, uma meia dúzia de capitães,
descontentes
tomaram o governo
mudaram a vida da gente.
Uns ficaram contentes,
outros não:
perderam tudo:
a sua casa, os seus amigos, um país.
_Uma vida de trabalho
para ficar sem nada.
Num ápice
perdi a minha vida
perdi-me,
por já não saber quem era.
Por um Abril,
perdi... perdi... perdi
E quando pensei ter ganho
alguma coisa -a Liberdade,
Ela saiu voando
Não há liberdade, quando não há pão
Não há liberdade, quando não há garantias
na velhice, no emprego e
alegria na cara das pessoas
Por tudo isso, estou de luto por Abril.
Estaria contente, pelo menos pelos outros, se...
Mas hoje estou de luto,
por mim e pelos outros.
Mas porque a vida é feita de contrariedades e compensações (por vezes) existe um motivo para lembrar Abril.
Pois em Abril nasceram três das pessoas que mais amo, no mundo:
A minha mãe, o meu marido e o meu primogénito
16 de Abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Caem bombas em Luanda
Calam-se as vozes,
Quando as armas falam mais alto.
E o grito do silêncio é ensurdecedor,
A seguir à queda de uma bomba.
Só depois, lentamente,
o ecoar lancinante da perda de alguém.
_Nunca soube o que era mais perturbador:
se o silêncio ou a gritaria que se lhe segue.
9/04/2010
Recordando o último dia que passei em Angola a 10 de Julho de 1975
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