Braços caídos,
No meio da praça.
Quase nada!
Cabeça desabitada,
Um olhar vago,
No meio da avenida.
Quase nada!
Na avenida
cheia de gente,
um ponto no meio de nada:
um louco errante na multidão,
um velho perdido entre as gentes,
um aflito desvairado…
Quase nada
O que somos!
Um vida inteira a dar-se,
Sem se dar quase nada.
Isto, porque:
Passamos pelo louco,
23/02/2011

