
Numa temperada tarde,
o estio húmido,
intricava o alento.
Meu gato inerte, apagado,
que ao movimento não era permitido
sequer erguer a cabeça,
folgado com as demais singularidades
da tarde que aniquilava
e se abatia pelos singulares transeuntes
que se atreviam enfrentá-la.
- Que belo quadro, o de um gato lânguido
sobre o parapeito de uma janela,
perna ligeiramente caída
morrendo numa tarde estio
cuja vida propalada
pela ponta da cauda que o denuncia.
20/02/2011
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