”Entramos no outono e a poesia quase se esvai, no som que recomeça dos carros na avenida, que são mais
rápidos a ultrapassar as pessoas do que
rápidos a ultrapassar as pessoas do que
as folhas das árvores a tocarem o chão,”
Ou no corrupio de pais e filhotes pedinchões
que entram no café a rogarem o último mimo da manhã,
”O estar ou o partir, nas entrelinhas do quotidiano,”
”O estar ou o partir, nas entrelinhas do quotidiano,”
e deixo-me madornar...
Convenientemente, diga-se, como um pintor que procura o momento certo, digno de ser registado eternamente...
O livro em cima da mesa do café, ficou aberto, cansado, com as suas páginas adormecidas.
Do outro lado da rua, o sol nasce no chilrear dos pequenitos, imagino-o...,
Ou no choro dos inocentes. num último adeus a um pai que parte.
Um esgar de luz espalha-se no pingue pingue das primeiras chuvas.
Rasgo a lápis no guardanapo fino as palavras doces que procuro no fundo do meu peito,
Rasgo a lápis no guardanapo fino as palavras doces que procuro no fundo do meu peito,
que saudosamente recordo dos rosto que deixei sem me despedir.
Um grito atravessa a rua...
uma criança que me diz adeus, num cumprimento fugidio.
Miro-a como se de um anjo, tratasse;
Miro-a como se de um anjo, tratasse;
um pouco de luz nos dias que se vão tornando sombrios
É quase a certeza de que o Verão não partirá. contudo a realidade
é outra.
É quase a certeza de que o Verão não partirá. contudo a realidade
é outra.
“O amor quedou-se em madorna”. a escola tem novas cores e numa escola de periquitos só podia haver um arco-íris...
Os olhos brilham-me e deixo-os cair sobre o papel, para que ninguém os veja.
Os olhos brilham-me e deixo-os cair sobre o papel, para que ninguém os veja.
Resta-me a lembrança de que vocês foram o melhor da minha vida...
ADEUS!
Filomena Ferreira