Um raio cortou o céu em dois, depois um enorme estrondo… Num ato reflexo, agachou-se tapando os ouvidos.
As árvores vergaram à fúria do vento e o mar bateu com toda a força na penedia, enchendo-a de maresia.
A chuva tornou-se ainda mais ruidosa e a neblina não deixava ver nada. O dia tomara um ar noturno.
De repente sentiu-se invadida por um sentimento de conforto: - Aquela imagem das trevas era um reflexo da raiva que sentia do mundo.
SÓ, ela deixou-se ficar, sentada na erva e ensopada como se aquela água toda a purificasse daquele sentimento nefasto.
Filomena Ferreira
25/08/2011