quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A TEMPESTADE



Um raio cortou o céu em dois, depois um enorme estrondo… Num ato reflexo, agachou-se tapando os ouvidos.

As árvores vergaram à fúria do vento e o mar bateu com toda a força na penedia, enchendo-a de maresia.


A chuva tornou-se ainda mais ruidosa e a neblina não deixava ver nada. O dia tomara um ar noturno.

De repente sentiu-se invadida por um sentimento de conforto: - Aquela imagem das trevas era um reflexo da raiva que sentia do mundo.



SÓ, ela deixou-se ficar, sentada na erva e ensopada como se aquela água toda a purificasse daquele sentimento nefasto.


Filomena Ferreira

25/08/2011


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