segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pela PAZ é que vamos


Pela Paz é que vamos
sentidos e Calmos.
Se assim, o desejamos,
chegamos!
Pelo exemplo,

Ensinamos.
Sentidos e calmos,
Esperamos...
Amamos...
Ensinamos...
Chegamos.

Mas pela PAZ é que vamos!
29/12/2009
Filomena Ferreira

domingo, 27 de dezembro de 2009

Passarela da Vida

A meu lado
corre um passeio...
mãos no volante
olhar no infinito,
desfila o cão, o pássaro,
velhos e novos,
Desfila a vida numa passarela
Vou indiferente
como se nada me dissesse respeito
conheço tudo de cor:
a passarela, o volante...
E o meu olhar infinito
apenas vê
retalhos duma vida
que foi ou será.
Para onde vou?
Não sei,
Talvez vá para onde vou todos os dias
Sei lá!
Quando chegar, saberei.
Estes são apenas alguns, minutos
que me pertencem
o resto estou sempre partilhando com os outros,
até o profundo e recatado sono, partilho.
Por isso vou,
desligada do mundo,
para colocar esta cabeça,
neste corpo e,
integrar o meu EU
Que esta pessoa
que sou,
pertence a este corpo.

28/10/2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

NATAL

Lembro-me do Natal quando era criança e das histórias que me contava a minha família.

Vivíamos em Angola e geralmente poucos tinham família por perto, então juntávamos as famílias mais amigas e as de mais perto: como aquela em que, pela altura em que, o "terrorismo" tinha chegado à nossa rua e não se podia sair. Eu tinha seis meses e Zé Carlos, de dois anos de idade nos bateu à porta a dizer que a mãe estava a chorar. A minha mãe pulou o muro e deu com a senhora em trabalho de parto o que deixou a minha mãe em grande desespero, pois como disse ninguém se atrevia nem a abrir uma porta, quanto mais sair para chamar uma parteira.

Eis que de repente a minha mãe se viu com um bebé a cair-lhe nos braços sem saber o que fazer, mas como que por instinto, cortou-lhe o cordão umbilical enrolou em gaze e quando a parteira apareceu estava tudo bem,

Graças a Deus...


Eu felizmente tinha tios por perto, não éramos uma família sem família, em Angola e tenho muitas saudades desses Natais. Foram os melhores da minha vida.

A criança que nasceu chama-se Joca, foi meu companheiro de escola até abandonarmos aquele país. Hoje é mestrado em História e trabalha uma Instituição Pública no Porto.

Antigamente as pessoas da nossa família contavam-nos muitas histórias, umas nossas, "de família", outras de encantar, outras religiosas e cheias de AMOR.

Hoje os pais compram livros de histórias, porque nos tornamos tão vazios que as temos que ler, para contar, irreais e sem amor...

Porque o amor tem de ser vivido...

por aqueles que amamos,

por aqueles que nos amam.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Hora de Ponta


Hora de Ponta
é o contexto desta vida
Tudo o que faço
o relógio marca o passo
Subo, desço
Vou, venho
Corro, paro
tudo num movimento sincronizado.
Meu corpo é a máquina
E o tempo marca o passo
na roda dentada
sempre acelerada
De manhã à noite
tudo é tempo
e eu não tenho tempo
Vivo sempre em hora de ponta.

30/10/2007