Terra Nublada,
desvirtualizada pela arritmia
das coisas sem sentido
das gentes despudoradas
que se sentam à mesa com os pobres
e com brandura maliciosa
surripiam-lhes as côdeas
restando-lhes as migalhas
para sorver
das gentes tontas,
que vão às urnas votar
porque houve um Abril
que lhes encheu a boca de democracia
e um país de encantadores ladrões
Este povo que se tem alguma história digna
apenas reza o santo régio oficio
que viu nascer o nome deste país, além mar
cala agora a vergonha de
se ver governada por um bando de mafiosos
Assim morro eu,
desgastada e consumida
neste barco que se afunda e
vendo os ratos a abandonar o navio.
Este vinho tem um travo
é um presente envenenado
que também eu corro para as urnas
alimentando um bando de ratos.
28-04-2010
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