Naquele tempo, eu gostava de cravos amarelos. Hoje, gosto de rosas vermelhas.
Não sou pois, a mesma pessoa…
Cresciam jacintos brancos sobre a entrada do portão a que eu chamava Marias, porque o meu avô me dissera que a minha avó tinha um especial carinho por aquela planta e eu não sabia o seu nome.
Os tempos eram outros e eu era uma estranha naquela terra. Portanto, tudo o que me ligava aos meus antepassados me era importante, porque me fazia ter um passado, coisa que não possuía naquele momento.
- Tinha-o deixado em Angola.
Hoje os jacintos, já não existem, cobertos por uma espessa camada de cimento que constitui uma passadeira, mas eu ainda, os vejo.
Para mim, estão lá!
Filomena Ferreira
7/06/2011
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