Um raio cortou o céu, depois um enorme estrondo...
Num ato reflexo agachei-me tapando os ouvidos.
As árvores vergaram à fúria do vento e
o mar bateu com toda a força na penedia
enchendo-me de maresia.
A chuva tornou-se ainda, mais ruidosa e
a neblina não deixava ver nada.
O dia tomara um ar noturno.
De repente era invadida por um sentimento de conforto:
Aquela imagem das trevas era um reflexo da raiva que sentia do mundo.
Só ... ali fiquei!
Sentada na erva e encharcada.
Como se aquela água toda me purificasse,
daquele sentimento nefasto.
25/08/2011
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