quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Raiva

Um raio cortou o céu, depois um enorme estrondo...

Num ato reflexo agachei-me tapando os ouvidos.

As árvores vergaram à fúria do vento e

o mar bateu com toda a força na penedia

enchendo-me de maresia.

A chuva tornou-se ainda, mais ruidosa e

a neblina não deixava ver nada.

O dia tomara um ar noturno.

De repente era invadida por um sentimento de conforto:

Aquela imagem das trevas era um reflexo da raiva que sentia do mundo.

Só ... ali fiquei!

Sentada na erva e encharcada.

Como se aquela água toda me purificasse,

daquele sentimento nefasto.


25/08/2011

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