Na palma da minha mão,
um ninho,
um passarinho.
A palma da minha mão,
o centro do mundo,
de um passarinho bêbado.
Caiu da árvore, do ninho.
Passarinho precoce,
o vento o derrubou,
a chuva o ensopará
Na palma da minha mão,
a vida.
E eu, trémula,
Não sei o que fazer.
À árvore não chego,
se o deixar no chão,
por certo, morrerá
Que faço?
Abandoná-lo não posso,
Levá-lo não posso…
Vida frágil
Passarinho precoce,
Será que resistirá?
Filomena
16/02/2010
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