quarta-feira, 4 de abril de 2012

POEMA DE DOIS TÌTULOS

Para onde vou não há rede!
Ou
Não me liguem, desejem-me Boa-Viagem.

Sob a mesa do café
Debruço-me sobre as últimas palavras…
A seguir irei à ponte, mergulhada nas nuvens,
Como passagem para o outro mundo
E depois? – Adeus!
Mergulho naquelas nuvens… e,
- Até Sempre!
Se tiverem saudades não me liguem.
- Tenho o telemóvel desligado!
Não valia o trabalho tê-lo ligado,
Para onde vou ou fui, não há rede.
- Queixem-se às telecomunicações!
Para onde vou,
É o único lugar onde posso descansar!

Filomena Ferreira
3 de abril de 2012

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