terça-feira, 7 de dezembro de 2010
O Tempo que passamos com os filhos
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Até lá....
que deixaste no jardim
Em nós apenas, a saudade
dos dias que partilhaste
connosco
Já não sou a mesma pessoa
que deixaste.
Agora possuo uma parte de ti
em tudo o que faço.
Tenho por missão,
levar-te este pedaço
Há pessoas que deixam
pedaços da sua alma
partilhada por aqueles
de quem ficam à espera
Só quando esses pedaços se juntam,
a sua alma fica completa,
para depois ser esquecida
e viver a sua eternidade.
domingo, 14 de novembro de 2010
Histórias do Gil - Toblerone até ao Natal

Histórias do Gil - Cheira a vaca
terça-feira, 9 de novembro de 2010
PROJECTO DE VIDA
O meu projecto é viver.
Viver o mais que puder,
viver o melhor que puder,
Viver o quanto puder,
tão bem quanto puder,
e ajudar a viver os outros também.
Que "Projecto de Vida" já, contém
seu próprio nome:
_É a "VIDA"
Viva a vida nesta roda-viva,
sempre monótona e repetitiva
vida após vida, através do tempo,
século após século,
até que esta vida cesse
e cesse com ela este projecto.
Portanto meu projecto de vida
não pode ter conclusão
e muito menos avaliação.
Filomena Ferreira
9/11/2010
GUARDANAPOS DE PAPEL
Guardanapos de papel!
s desenhos, a modelagem, a dobragens e a letra; são os planos a curto e a médio prazo; são os exercícios a apresentar aos alunos; são esquemas de pequenos projectos ou trabalhos... guardo-os todos, todos.
Quando eu morrer, serei lixo e assim serão meus guardanapos de papel, lançados ao vento que a terra los há-de comer: -Já não valem nada! Mas enquanto eu existir serão o meu pequeno tesouro.Esta estranha mania de dar sempre utilização diferente às coisas!?
sábado, 30 de outubro de 2010
Tradição e o Dia de Todos os Santos
Em Tomar existe a tradição nas aldeias, em que as crianças saem bem cedo de saco na mão pedindo "bolinho, bolinho para o seu santinho" e qualquer pessoa que se preze dá com orgulho um bolinho próprio do dia (bolinho de passas e nozes), romãs, nozes, castanhas, dinheiro ou seja, o que tiver ao seu alcance e é uma desonra ser-se apanhado sem se ter nada que dar.
Depois do almoço é a altura da malta jovem: põe-se a mesa com guloseimas e as raparigas fazem questão de mostrar os seus dotes na culinária. Andam de casa em casa de cada pessoa do grupo. Enquanto os miúdos de dividem em grupos pequenos, os jovens juntam-se todos e depois é beber o vinho novo e outros, normalmente é honra da casa apresentar os licores, a água-pé, o vinho branco tudo de fabrico caseiro e outros mais velhos também se juntam, mas só entre os mais chegados e amigos. Neste dia todas as portas se encontram abertas, para quem quiser conviver, beber e comer.
É mesmo um dia de festa. A tradição ainda se mantém, embora já não com a mesma intensidade até porque as aldeias estão a ficar desertas
domingo, 26 de setembro de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O dia em que tu nasceste
No dia em que tu nasceste
abriu-se o céu e a terra,
entre o grito, a dor e a alegria...
Apareceste,
Tu meu amor
Frágil, mas cheio de vida
E os dias perderam a monotonia.
Em sintonia
tu e eu
num laço que nos uniu
Cresceste,
tu meu amor
Em harmonia
numa vida plena
vida que prolonga a vida
e que sem ti
não teria sentido
31/05/2010
Filomena Ferreira
Aos meus filhos, pelo dia da criança, que seja sempre eternizado.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
ADEUS....!
para um adeus tão longo
Por isso digo-te simplesmente: Adeus!
_como se te fosse encontrar amanhã...
19-05-2010
A meu pai.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
MÃE
Se eu pudesse voar
e uma estrela apanhar
para o teu cabelo enfeitar...
Mãe!
Se eu pudesse voar
e uma nuvem apanhar
para nela repousares...
Mãe!
Se eu pudesse voar
e um raio de sol apanhar
para te aconchegar...
Mas eu sou pequenina, Mãe!
e no teu colo quero ficar
pois, juntinho a ti
nada me há-de faltar.
29-04-2010
A todos os meninos da creche
Terra Nublada
desvirtualizada pela arritmia
das coisas sem sentido
das gentes despudoradas
que se sentam à mesa com os pobres
e com brandura maliciosa
surripiam-lhes as côdeas
restando-lhes as migalhas
para sorver
das gentes tontas,
que vão às urnas votar
porque houve um Abril
que lhes encheu a boca de democracia
e um país de encantadores ladrões
Este povo que se tem alguma história digna
apenas reza o santo régio oficio
que viu nascer o nome deste país, além mar
cala agora a vergonha de
se ver governada por um bando de mafiosos
Assim morro eu,
desgastada e consumida
neste barco que se afunda e
vendo os ratos a abandonar o navio.
Este vinho tem um travo
é um presente envenenado
que também eu corro para as urnas
alimentando um bando de ratos.
28-04-2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Contra o Tempo
Mesmo que chova,
hoje vou cantar
Mesmo que a chuva caia
vou-te amar
Mesmo que os dias fiquem mais cinzentos
Só me ouvirás declamar
os versos de quem quer
somente amar
Mesmo que o vento sopre frio
teu tormento vou alegrar
E à noitinha quando o tempo
não interessa mais
na tua cama vou me deitar
Mesmo que troveje, que chova
ou faça um frio de rachar
é contigo que eu vou estar
toda a noite sem parar
e amar, amar, amar...
Ao dia 19/04/1987, aos 23 anos de namoro e até que a morte nos separe.
19/04/2010
Filomena Ferreira
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Era uma vez Abril
Era uma vez, uma meia dúzia de capitães,
descontentes
tomaram o governo
mudaram a vida da gente.
Uns ficaram contentes,
outros não:
perderam tudo:
a sua casa, os seus amigos, um país.
_Uma vida de trabalho
para ficar sem nada.
Num ápice
perdi a minha vida
perdi-me,
por já não saber quem era.
Por um Abril,
perdi... perdi... perdi
E quando pensei ter ganho
alguma coisa -a Liberdade,
Ela saiu voando
Não há liberdade, quando não há pão
Não há liberdade, quando não há garantias
na velhice, no emprego e
alegria na cara das pessoas
Por tudo isso, estou de luto por Abril.
Estaria contente, pelo menos pelos outros, se...
Mas hoje estou de luto,
por mim e pelos outros.
Mas porque a vida é feita de contrariedades e compensações (por vezes) existe um motivo para lembrar Abril.
Pois em Abril nasceram três das pessoas que mais amo, no mundo:
A minha mãe, o meu marido e o meu primogénito
16 de Abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Caem bombas em Luanda
Calam-se as vozes,
Quando as armas falam mais alto.
E o grito do silêncio é ensurdecedor,
A seguir à queda de uma bomba.
Só depois, lentamente,
o ecoar lancinante da perda de alguém.
_Nunca soube o que era mais perturbador:
se o silêncio ou a gritaria que se lhe segue.
9/04/2010
Recordando o último dia que passei em Angola a 10 de Julho de 1975
sexta-feira, 19 de março de 2010
Reciclados - Rosa
Plástico verde, para as folhas e pé
Palhinha
Tesoura
Fita cola
quarta-feira, 17 de março de 2010
Colares da Primavera
Lã, fio igual a este
Plástico verde para as folhas.
Dá-se um nó com as folhas...
_ E pronto, que espectáculo!
E muitos... muitos...
terça-feira, 16 de março de 2010
Himbondeiro meu amigo
sempre aí, silencioso
Vigiando meus passos.
És como um pai,
que calado vais olhando por mim.
E eu, ao olhar para ti,
sinto-te seguro,
tomando conta de mim.
Apetece então,
recostar-me em teu tronco,
protegida do Mundo.
Que és forte, frondoso, seguro e meigo.
Tarde no Poente
O tempo é quente, mas tarde é uma euforia
Ao entardecer o sol é um fogo, no horizonte
e o mar borbulha como lava de vulcão.
O céu fica em chama
e as pessoas ficam a olhar o horizonte,
da fortaleza, como se fosse sempre, a 1ª vez
É uma beleza fulminante
que não se consegue parar de olhar.
O olhar estarrecido das pessoas
é a confirmação de
Algo sinistro e belo que,
dá largas à imaginação.
E aí, dá-nos vontade de parafrasear Camões:
"Amor é um fogo que arde..."
Ao que eu responderia:
- Mas que, dói, dói, dói...
lembrar que, talvez, nunca,
nunca mais, volte a ver,
o céu a arder e
o mar a borbulhar como lava de vulcão!
segunda-feira, 8 de março de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
EU SOU A MULHER
23/07/2009
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Construção de um Mundo

uma criança apanha conchinhas.
Conchinhas, penso eu...
Se lhe perguntasse,
seriam rubis, um tesouro.
Só elas apanham tesouros,
com tamanha candura.
Apanha uma e fica a olhar
para dentro do balde.
Não fossem umas pernas
saídas das rochas,
diria que brinca sozinha,
ou seja, labuta atarefada
na construção
de um mundo novo.
Sim! Só as crianças
têm a capacidade
de trabalhar arduamente
com um sorriso nos lábios.
E o que parece uma tela de galeria:
uma criança com um baldito;
apanhando conchinhas;
numa falésia,
junto ao mar;
sob um céu azul;
com gaivotas;
não é um quadro:
_É a construção de um Mundo!
Filomena Ferreira
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Adeus...

mostrando réstea do dia que acaba
enfrentando a escuridão que se apróxima.
A aragem fria do fim do dia
Lembrando que o Verão ao acabar
traz consigo o Outono.
Assim jaz minha tristeza
mais um vivido, menos um por viver
Adeus dias de sol,
Adeus Verão, Adeus férias,
Adeus alegria,
Adeus, adeus!
29/08/2009
Filomena Ferreira
Meu Portugal....
Meu Portugal recortado, Entre o cá e o lá
Terna lembrança dos dias da minha infância
Vêm-me à memória como uma chuva doce e suave,
próprio das chuvas tropicais em dia quente,
mas arde-me como chama
em ferida aberta
e afasto logo esse pensamento
Entre o cá e o lá nunca fui de lado nenhum
sem terra, sem nenhum lugar onde pertencer
quase não sei quem sou a maior parte das vezes...
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
A Máscara

Por trás da máscara
um rosto escondido.
Um papel
uma vida, nunca vivida:
Uma fada,
um palhaço,
uma bruxa (porque é moda),
Uma personagem da B.D.,
ou simplesmente
um menino dos anos 60,
ao gosto da mãe.
A máscara determina o carácter.
De rosto escondido
o carácter é revelado.
Na vida, muitos vestem a máscara,
mais tarde ou mais cedo a máscara cai.
Mas os que nunca
vestiram a máscara andam nus (expostos).
Porque às vezes é necessário
colocar a máscara.
Por isso existe Carnaval
uma vez por ano,
Para lembrar as pessoas
que não podem vestir
a máscara todos os dias (do ano),
sob pena de
se perderem no seu carácter
reduzindo a sua vida a um carnaval.
Mesmo que seja necessário,
para nos protegermos ou
não nos expormos...
Não se esqueçam, por favor
tirem a máscara,
quando o Carnaval se for.
27/01/2010
Filomena Ferreira
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Contos africanos de minha autoria II
Pretito bonito! Sem mancha na pele, sem sinal, sem marca...
Sua pele de um negrume macio, brilhava. Até dava vontade de abraçar, aconchegar, porque deveria concerteza ser macio e quente.
Mas Mojumba era meio gato, meio cão: ora chegava junto de nós com sorriso branco e grande, ora fugia assanhado.
Mojumba era como macaco: pulava muro, subia coqueiro, roubava fruta.
Mojumba perdeu a mãe no mato.
Veio para a cidade com a menina. Cresceu no meio da gente, se tornou um rapaz bonito. Mas perdeu seu sorriso grande e branco.
Vai à escola de pasta com os meninos do bairro.
Não digam nada a ninguém, mas tenho saudades daquele negrito, barriga de ginguba, a gritar, a correr pelo quintal, só de cueca, deitando fora o sapato, o calção, a camisa, que a mãe da menina lhe tinha vestido.
Não sei onde pára Mojumba (não era este o seu nome), perdi o contacto com quase todos os meus amigos ao deixar Angola. Mas Mojumba continua no meu pensamento, ao fim de tantos e tantos anos. Mojumba ia comigo para a escola, construía-me carrinhos de lata, fisgas de arame e elástico, fazia carrinhos de rolamentos como ninguém, inventava brincadeiras e estar com ele era muito divertido. Mojumba era meu AMIGO.
Autor: Mª Filomena Ferreira
20/01/2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Contos africanos de minha autoria I

Maxito Maué, menino oriundo, não das savanas, mas da floresta tropical, onde a natureza brota frondosa e agressiva...
Menino que corria mato e tudo conhecia, vivia na sanzala no meio do batuque e da cubata de palha e colmo. Mesmo no largo da sanzala, onde mamã bate o pilão, para fazer a fuba, sempre se acende a fogueira para mostrar a presença do guerreiro de tanga e lança na mão, não vá o leão seguindo o cheiro do nené que nasceu, entrar descuidado.
Aquela fogueira parece o centro de África, quando acesa à noite...
Menino Maué correu atrás de animal sem saber que animal. Correu atrás e se perdeu no mato.
Ninguém ligou, porque Maxito conhecia bem todo o mato e até lugar onde o homem (que chegou à Lua), nunca havia pisado.
Veio a noite e Maxito não regressou.
Sanzala se mexia e Maxito não regressava.
Sanzala ecoou na noite, canção de mamã aflita e Maxito não disse nada.
Vozes roucas se calaram, se calou a batucada: _ pum ....pum .......pum!
Na calada da noite ficou a fogueira acesa, para que de longe Maxito encontrasse a luz na caminhada.
No silêncio da noite calada, à volta da fogueira grande, toda a gente esperava, mas Maxito Maué não voltava.
Veio a madrugada ...
difusa e embaciada,
fogueira quase apagada...
E Maxito Maué, nada!
Já de madrugada, a vida chamava e as pessoas cansadas, se levantaram lentamente...
Arrastadas até à saída da sanzala, onde o himbondeiro velho abria os braços fortes e acompanhava todos os dias, a brincadeira da criançada.
A malta que chegava e ali ficava a olhar... chamava a atenção da outra, que intrigada se aproximava para matar sua curiosidade.
Então, quando todos ali se juntaram perto do himbondeiro,
incrédulos!
ninguém acreditava, ninguém dizia nada:
No buraco do velho himbondeiro, num ninho de palha ajeitada, Maxito Maué aninhado dormia.
A fogueira trouxera Maxito à sanzala!
Em África,
a fogueira é uma mãe à espera,
à porta de cada cubata,
que fez do himbondeiro o ninho dela.
Autor: Mª Filomena Ferreira 19/01/2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
AMOR
Dívida...Só amor, não lamento
nesta estúpida vida
De tudo a que atento
Só de amor fui descuidada
P'ra quem não merecia.
Jaz agora em meu peito
tristeza tanta,
de mais não ter amado
quem de amor padecia
São ais, de mágoas mil ...
Como pude abandonado Amor,
perecendo a desgosto Vil?
Foste fonte rejuvenescida
Alegria de Primavera, encantada
Chegando doce e subtil
Foste ficando e não partiste.
Se o tempo pudesse compensar
Réstia de vida não chegaria
Para amar, mais do que pediste.
Salve Amor, eternamente,
quem me soube amar!
Cessa-se-me a vida, lentamente
e eu em divida,
Só p'ra quem não deveria…
8/01/2010


