quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quase nada...

Quase nada!

Mãos vazias,

Braços caídos,

No meio da praça.

Quase nada!

Cabeça desabitada,

Um olhar vago,

No meio da avenida.

Quase nada!

Na avenida

cheia de gente,

um ponto no meio de nada:

um louco errante na multidão,

um velho perdido entre as gentes,

um aflito desvairado…

Quase nada

O que somos!

Um vida inteira a dar-se,

Sem se dar quase nada.

Isto, porque:

Passamos pelo louco,

Assombramo-nos
Passamos pelo velho,
ignoramo-lo,
Passamos pelo aflito,
Viramos a cara,
Reduzimos nossas vidas a nada.
Quando este planeta se extinguir,
O que terá sido a Humanidade?
- Quase nada!
E quase nada é tudo, o que somos!

23/02/2011

Um comentário:

  1. Obrigado pelo teu comentario. Realmente ja pensei em editar um livro mas ainda nao realizei essa ideia. Quem sabe, um dia destes nao te surprrenda numa livraria..
    Aproveito deste modo tambem para te dizer que gosto imenso do teu blog. Penso que es bastante criativa e repleta de originalidade.

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