segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Cai suave o frio



Cai suave o frio, na noite

Cai devagarinho, tão frio

Que a chuva não cai

nem se atreve a cair...


Rasga o céu, numa aventura,

uma estrelinha que tremia

Só o seu brilho faz sorrir

a boquita escondida no abafo,

no corpo que saltita e

esfrega as mãos nas luvas de lã macia

13/12/2011


Cai suave o frio, na noite

Cai devagarinho, táo frio

que a chuva não cai

nem se atreve a cair...


No meio do caminho

gélido de cal

sob um negrume estrelado

há um cheiro de Natal

numa única noite

em que todo o mundo

renasce na esperança

num sorriso sem igual

24/12/2011

Filomena Ferreira

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Cartões / Convites de Natal

Educação de Adultos FCB e PFOL

Materiais
- Tesoura
-Cartolinas de cor
-Compasso (meio círculo)
- Canetas de Brilhantes (para enfeitar)
-Fita (lacinho)



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Celine Dion - Ave Maria

Trompetes da Partida











Tombam velhos camaradas

que os verdadeiros assistem,

presentes!

De corações vazios ao toque,

que é chegada a hora

da derradeira partida…

E, “Adeus!”, eu nunca direi,

quando à terra descerem

e ao pó regressarem.

Em mim apenas, velho camarada,

o sentimento de que:

Nunca te esquecerei!

Filomena Ferreira

17/08/2011

A uma velha amiga que partiu

domingo, 18 de setembro de 2011

Passados cinquenta e um anos

Hoje acordei na linda ilha do Mussulo, no dia que há cinquenta e um anos abri o primeiro olhar sobre este Mundo.
Não há de certeza melhor lugar com que sonhar e numa altura em que quase todos os meus sonhos se reduzem a pesadelos, não poderia deixar ser um presente agradável sonhar com aquela ilha que não vejo há tantos anos.




Mas vivendo o presente, que o passado lá vai, também melhor não há, que passar momentos em família e fazer uma volta até Peniche, comer uma caldeirada de peixe como é da prax















e pelo caminho fazer uma visita à primeira escola em que fui colocada no distrito de Lisboa (grávida do meu filho mais velho, há 23 anos), que os tempos eram dificeis mas não tão maus como hoje.











Escola Básica do 1º Ciclo doToxofal - Lourinhã



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Quantas vezes...

Quantas vezes me sentei no silêncio

das tuas palavras só para ouvi-las

pois elas me soavam a mélicas melodias


Filomena Ferreira

15/09/2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CIRCUNSPETA

Circunspeta,
olhei em redor
procurei em vão,
numa busca contínua,
na completa solidão,
anos e anos,
penas do meu coração.
E quando pensava,
nada mais achar
encontrei AMOR
até mais não.

Filomen Ferreira

26/08/2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A TEMPESTADE



Um raio cortou o céu em dois, depois um enorme estrondo… Num ato reflexo, agachou-se tapando os ouvidos.

As árvores vergaram à fúria do vento e o mar bateu com toda a força na penedia, enchendo-a de maresia.


A chuva tornou-se ainda mais ruidosa e a neblina não deixava ver nada. O dia tomara um ar noturno.

De repente sentiu-se invadida por um sentimento de conforto: - Aquela imagem das trevas era um reflexo da raiva que sentia do mundo.



SÓ, ela deixou-se ficar, sentada na erva e ensopada como se aquela água toda a purificasse daquele sentimento nefasto.


Filomena Ferreira

25/08/2011


terça-feira, 19 de julho de 2011

Corre um rio que se chama Angola

Corre um rio dentro de mim


Que se chama Angola


E cai em catadupa de meus olhos


Quando me vêm ao pensamento


As paisagens em que nasci


E o meu coração grita


Em dor-de-alma


Um grito abafado


que não quer dar a conhecer


a ninguém porque ,


ninguém entende essa dor


que é Saudade e meu fado


Filomena Ferreira



19/07/2011

Pelo Carreirinho do Pote



Pelo carreirinho da vinha até ao Pote

colhe o meu olhar, cada flor do caminho;

E no rosmaninho um pensamento,

no alecrim um alento,

na giesta um sorriso, uma festa.

na minha cabeça também os pensamentos,

seguem em carreirino.

Neste luigar de onde vim,

neste lugar para onde vou...

este carreirinho por onde vou,

a minha família, vezes sem conta, aqui passou.

Foi meu lar e meu ninho,

Este cantinho do Pote.

Vou pensando se na vinha,

há flor ou baguinho...

E lembro-me do meu avô,

debaixo do sobreirinho.

Sentada na pedra,

lembro-me das histórias que me contou:

da minha avó, de meus tios, de meu pai de pequenino...

Que este cantinho do Pote,

tem sorrisos, tem flores,

tem lida do campo a falar, as histórias aqui contadas

e o carinho do meu avô.


Dedicado a meu avô Faustino Ferreira



Filomena Ferreira

28/06/2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Ao vento que caminha

O vento caminha suave sobre as plantas do caminho.


Pelo caminho vou pensando em ti,


como se o vento fosse a tua companhia,


soprando leves palavras que,


trazem à minha face um breve sorriso.


Gosto de pensar em ti,


mesmo sabendo que não voltas,


especialmente quando vou leve pelo caminho.


Já não afasto essa lembrança!


Já não dói.


Agora é apenas uma companhia,


como se este caminho me levasse a ti.


Deixo-me ir com o vento e


sussurro-lhe palavras leves:


- Porque se não fores tu a falar-me,


por certo, o vento será meu mensageiro!


Filomena Ferreira


2/06/2011

Não sou pois, a mesma pessoa

Naquele tempo, eu gostava de cravos amarelos. Hoje, gosto de rosas vermelhas.


Não sou pois, a mesma pessoa…


Cresciam jacintos brancos sobre a entrada do portão a que eu chamava Marias, porque o meu avô me dissera que a minha avó tinha um especial carinho por aquela planta e eu não sabia o seu nome.


Os tempos eram outros e eu era uma estranha naquela terra. Portanto, tudo o que me ligava aos meus antepassados me era importante, porque me fazia ter um passado, coisa que não possuía naquele momento.
- Tinha-o deixado em Angola.


Hoje os jacintos, já não existem, cobertos por uma espessa camada de cimento que constitui uma passadeira, mas eu ainda, os vejo.


Para mim, estão lá!


Filomena Ferreira


7/06/2011

Avó Rosa

Na memória dos tempos,

dos dias que passam a fio,


minha avó sorri e


vai rezando o terço,


até parece que,


fala com Nossa Senhora:

- Vai encomendando a alma ao Senhor!


No seu preto profundo,


espera a hora porque


Aquele que ceifa a vida,


colhe as almas, lá no céu


passou na lista o seu nome


e a deixou esquecida!



Filomena Ferreira


7/06/2011

Berlindes em liberdade

Pela calçada do caminho, saltitam velozes os berlindes de R.

- Estúpido rapaz! Como vai ele apanhá-los?


Abriste-lhes o saco, sem cuidado e os berlindes, pela calçada abaixo, caminham, correm, saltitam em franca liberdade.


E R. fica a olhá-los… encolhe os ombros, SORRI!


Olha para mim.


- Deixa-os lá!


E segue o seu caminho.


Filomena Ferreira


7/06/2011

Ponto no Universo

O rio corre, o vento caminha e o pensamento voa.


EU sou apenas, um ponto parado neste Universo.



Neste perpétuo movimento, tudo faz sentido, só não entendo este ponto.


Que faço ali, naquela dinâmica tela interactiva?


Serei um viajante, no tempo?


O tempo não é linear e o que acontece, acontece em várias dimensões, por isso, pareço apenas, um ponto naquele universo.


Filomena Ferreira


2/06/2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Porque me obrigas Sr...

Porque me obrigas Senhor,
a ver coisas que não quero ver?

Leva-me para o pé do mar
onde não mais possa ver o que os homens
têm para me mostrar,
mas tão-somente, lá mais além,
eu, o céu e o mar para me acalmar
e o doce vento para me despertar!

Já não consigo ver coisas sem as denunciar,
mas se as denuncio
alguém me há-de cruxifcar.
Por que hei-de viver assim,
entre a dor de não dizer
e a dor de as denunciar,
se sou um simples ser humano
e nada posso fazer?

Mas Tu oh Divino,
que tudo podes,
por que me obrigas a ver
se nada posso fazer?




Filomena Ferreira



13/05/2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Correm-me palavras como um rio, mas a quem dizê-las?

Tenho saudades de discutir os livros, a política, a ciência, a humanidade… com o meu pai


O meu pai foi o homem mais culto que conheci.


Nunca me impôs ideias, ouvia-me e discutia os seus pontos de vista, bem argumentados, pausadamente e tão sereno que quase me convencia, mesmo quando não estávamos de acordo.


E eu sentia-me honrada nas minhas opiniões e reforçada (enriquecida) pelas dele.


Com a idade o seu corpo deixou de responder com a mesma força. A vitalidade das suas ideias não correspondia às do seu corpo.


Meu pai era um senhor, “a bem dizer da palavra”. Nunca precisou de ajuda de ninguém. Lutou muito e venceu, com dor e ciência.



Com o tempo deixou de ser o meu protector. E quando precisava de ajuda, para descer o carro, por exemplo, sentia-se vexado. Foi traído pelo seu corpo. Foi ficando velho mas, com um cérebro de génio.


No hospital, ao fim de duas semanas de internamento, a médica disse-me que ele já, não tinha nada, que não reagia porque tinha desistido de viver.


A primeira reacção foi ficar magoada: “Como poderia um homem tão amado desistir de viver?”


Depois lembrei-me de como o seu corpo envelheceu tanto nos últimos tempos e +pensei que talvez tivesse razão.


Despedi-me dele com um sorriso de paz interior e com a serenidade que sempre me mostrou.


Daquele homem que já não olhava como um pai, mas como um grande Homem, o confidente e maior dos meus amigos, ficou-me uma riqueza interior, um expemplo de dignidade e integridade…


Quando morreu, foi uma grande perda, porque não morreu apenas um homem, com ele foram-se as ideias, a integridade, o exemplo e uma maneira única de estar na vida,


A mim resta-me a grande saudade e a honra de ter sido sua filha.



Filomena Ferreira


31/03/2011

Mas afinal, o que é um rebanho?

Na faculdade, numa aula de Introdução ao Direito o professor, visivelmente conturbado, interpelou-nos da seguinte forma:


- Oh srs professores o que é que vocês agora, ensinam aos vossos alunos que um aluno meu (da Faculdade de Direito onde leccionava também) não sabia o que era um rebanho? Isso no meu tempo ensinava-se no 3º ano.


Eu raramente intervenho nas aulas, pertenço ao clã dos ouvintes, numa profunda constrição neste sentimento de derrota (que os tempos não são para outra coisa) respondi-lhe:


- O sr. Ainda tem sorte, porque partilha essa angústia com pessoas que o entendem, mas tempos hão-de vir em que o senhor ao desabafar com um colega, mais não receberá que um olhar boquiaberto e atónito, para ouvir a pergunta:


- Mas afinal, o que é um rebanho?


Filomena Ferreira


23 de Maio de 2011


terça-feira, 26 de abril de 2011

Para além

http://sorisomail.com/img/regras-empresa-2242.jpg


Ali estava ela, submissa, tentando ser simpática, sentada à espera da entrevista dos recursos humanos para dar entrada numa grande empresa.


Pensei:


-Igualzinha à mãe. Quando querem alguma coisa são de uma empatia extraordinária. Sabem ser tão agradáveis. Mas depois de conseguirem o que querem são de um despotismo surpreendente. Quando possuídos de poder tornam-se vorazes.


Eu havia experimentado bem a tirania da sua progenitora, conhecia de cor, através dela, as palavras: coação, ameaça, abuso de poder, insultos, humilhação…


Poderia agora satisfazer o meu ego, exercer o meu domínio e fazê-la provar um trago do veneno que aquela iníqua mulher me havia feito sorver


De repente, a rebate:


-Será? Será mesmo como aquela generatriz …


Virei-me para o director dos recursos humanos e sem mais disse-lhe:


-Dá-lhe uma oportunidade!


Não sei porquê? Nunca o saberei, mas teria sido mais fácil acabar por ali…


………


Comprometida a sua imagem de sucesso, C. desceu as escadas e trauteou uma canção num assobio surdo. Estava perdida.


Segura de si, nunca sentira a terra tremer-lhe debaixo dos pés. Apenas, com um sorriso C. possuía o mundo, mas naquele momento, tudo isso tinha sido posto em causa e sentia-se um ponto no universo, incapaz de reagir. Um nervoso miudinho apoderou-se dela: não conseguia pensar, nem parar aquela agitação.


Eu, sentia um vigor fora do comum. Fora arrebatadora. Ao mesmo tempo sentia um nozinho no estômago. Mas aquela criatura regressou na manhã seguinte como um leão.


……..


Convidei-a para um jantar da empresa. Incrédula, fitou-me apreensiva, com um meio sorriso incapaz de sorrir. Adivinhei-lhe o pensamento: - O que me espera neste jantar?


Para uma sexta-feira à noite tinha mil e um planos e qualquer deles melhor que um jantar de empresa.


………


Uma semana num cruzeiro, dia e noite, com as mesmas caras…


Estava cansada da rivalidade, da competição, da chacota, de toda a adversidade levada à exaustão, mas como dizer que não?


A garota era rija, nunca dizia que não. Senti uma enorme compaixão. Tive até vontade de lhe pedir perdão, indignada comigo mesmo. Mesmo quando tentava, já em vão recordar o rosto da sua progenitora, mesmo assim, já não conseguia sentir-lhe raiva, apenas vontade de lhe confessar tudo, a razão do meu comportamento e pedir-lhe perdão.


De súbito um leve clamor, despertou-me desta cogitação e fez-me erguer o olhar. De pé, ela ergueu a taça na minha direcção: - Quero erguer esta taça a uma pessoa que admiro muito e que muito me ensinou pelas oportunidades que me proporcionou nesta árdua caminhada. Pelas tarefas confiadas, pelos desafios lançados em encruzilhadas que só aos mais experientes eram atribuídos, tornou-me a mais jovem gestora entre as chefias que aqui se encontram. A ela, um muito obrigado.


Fiquei por terra. Nem queria acreditar. Toda aquela vingança arquitectada contra a filha do meu inimigo, tinha-a tornado forte.


Ao mesmo tempo, senti-me contemplada de perdão, porque o remorso há já alguns dias que me lapidava o coração. Senti um enorme alívio. Já não sentia ódio, mas uma enorme vontade de amar o mundo.


Sentia-me perdoada, menos por Aquele que conhecia o meu verdadeiro delito.


Assim que chegámos e fizemos as nossas despedidas, dirigi-me a uma igreja. Caí de joelhos, curvada, mãos unidas de dedos cruzados, apertadas contra o peito. Diante da enorme Cruz, disse: - OBRIGADO, Meu Deus por todas as pessoas que colocaste no meu caminho, até daquelas de quem não gostei.


Não Lhe pedi perdão, apenas, agradeci por ser capaz de amar para além do meu ódio. Agradeci pela aquela lição.



26/04/2011


Filomena Ferreira

terça-feira, 29 de março de 2011

Esperança


Hoje o meu coração cantou

E não é Primavera!

É a esperança, regressou !

Dentro de mim o renascer

Basta a esperança e acreditar

Um novo dia a nascer

E Deus dentro de mim a crescer

18/02/2011

Filomena

terça-feira, 22 de março de 2011

Na palma da minha mão

Na palma da minha mão,

um ninho,

um passarinho.

A palma da minha mão,

o centro do mundo,

de um passarinho bêbado.

Caiu da árvore, do ninho.

Passarinho precoce,

o vento o derrubou,

a chuva o ensopará

Na palma da minha mão,

a vida.

E eu, trémula,

Não sei o que fazer.

À árvore não chego,

se o deixar no chão,

por certo, morrerá

Que faço?

Abandoná-lo não posso,

Levá-lo não posso…

Vida frágil

Passarinho precoce,

Será que resistirá?

Filomena

16/02/2010

Onda pela alvorada


Sentada numa rocha, dada à reflexão matinal, cuidando eu aquele momento divinal …

Fui interrompida por uma ondita traquina, que me convidava à brincadeira, num vaivém atirando-me conchitas e pequenos salpicos, alguns poisando-me nos lábios.


Distraída com o atrevimento, mostrando-me indignada, mas não deixando de achar até, uma certa graça, dei por mim a atirar conchitas, primeiro mais perto, depois mais longe, à ondita, numa brincadeira comedida.

Assim lá voltei todas as alvoradas, brincar com a minha amiga.

E confesso que até cheguei a ter ciúmes por não ser a sua única amiga, pois tudo parecia brincar com ela: as gaivotas, os peixes, a areia…

Mas achei também, algum conforto quando precisei de partir, não a deixar sozinha.

Regresso agora, todos os anos para lembrar aquela ondita, pois as ondas me parecem maiores. Fico por vezes a pensar se cresceu ou se ela há de voltar pequenita outra vez, atrevida, atirando-me conchitas

Filomena

14/03/2011

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quase nada...

Quase nada!

Mãos vazias,

Braços caídos,

No meio da praça.

Quase nada!

Cabeça desabitada,

Um olhar vago,

No meio da avenida.

Quase nada!

Na avenida

cheia de gente,

um ponto no meio de nada:

um louco errante na multidão,

um velho perdido entre as gentes,

um aflito desvairado…

Quase nada

O que somos!

Um vida inteira a dar-se,

Sem se dar quase nada.

Isto, porque:

Passamos pelo louco,

Assombramo-nos
Passamos pelo velho,
ignoramo-lo,
Passamos pelo aflito,
Viramos a cara,
Reduzimos nossas vidas a nada.
Quando este planeta se extinguir,
O que terá sido a Humanidade?
- Quase nada!
E quase nada é tudo, o que somos!

23/02/2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Folgado com as demais singularidades


Numa temperada tarde,

o estio húmido,

intricava o alento.

Meu gato inerte, apagado,

que ao movimento não era permitido

sequer erguer a cabeça,

folgado com as demais singularidades

da tarde que aniquilava

e se abatia pelos singulares transeuntes

que se atreviam enfrentá-la.

- Que belo quadro, o de um gato lânguido

sobre o parapeito de uma janela,

perna ligeiramente caída

morrendo numa tarde estio

cuja vida propalada

pela ponta da cauda que o denuncia.


20/02/2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Perdida

Solidamente parada no tempo

Pregada ao espaço no movimento

Frases soltas, sem nexo - descontínuas

Numa tempestade de ideias

Num imenso espaço _ universo

Em busca de um contínuo, sentido

Neste puzzle que o vento espargiu

Abstrusas ideias a que me comprometo,

Buscando o sentido da vida...

Assim sou eu, perdida!

15/02/2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Meu Amor

Meu Amor

Na fantasia das horas loucas

Em que unimos nossos lábios

Sem juras, desnecessárias

Soube-o que, partilharíamos,

eternamente esta poesia

E assim, encantados, cada dia mais

Perguntamo-nos

Como é possível um Amor assim.

14/02/2011

Se...


Se...
os iogurtes tivessem espinhas,
os morangos fossem salgados,
as rosas tivessem ventosas...?!
Sejam originais,
vivam este dia
cheio de fantasia!

sábado, 15 de janeiro de 2011

O Quico e a Bimby, Amigos inseparáveis

A Receita de arroz doce?
Não, não é de arroz doce que se trata.
Este é o meu gato e nem sequer gosta de arroz doce. Isso é coisa que deixa para os humanos da sua família.




Então de que se trata?
Será interesse pela leitura!?


Não....
A sua paixão é a Bimby.
Foi um amor à primeira vista,
e desde então, não se cansa de olhar para ela.
São inseparáveis!




Ela dá-lhe mesmo a volta à cabeça.
E ele aprecia-lhe todos os pormenores:




o som, a tampinha treme-treme, as voltinhas e os pi-pis.








É um
AMOR PARA TODA A VIDA!